Instalei um Sistema de Energia Solar Fotovoltaica em minha casa, e agora como vai ser?!
- Meu Ambiente Engenharia e Consultoria

- 11 de nov. de 2020
- 3 min de leitura
Após todas as etapas entre a contratação de uma empresa habilitada (Meu Ambiente Engenharia e Consultoria) e a troca do medidor pela Distribuidora de Energia (Equatorial AL, no caso dos alagoanos), é necessário conhecer o funcionamento do sistema, a utilização da energia gerada e o relacionamento com a Equatorial AL.
Funcionamento do Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede (SFCR)
O Funcionamento de um SFCR pode ser simplificado de forma didática em 5 passos:
1. O painel solar (conjunto de módulos fotovoltaicos) recebe os raios solares e gera energia graças ao efeito fotovoltaico;
2. A energia gerada é enviada ao inversor solar que converte a energia fotovoltaica aos parâmetros de rede local (tornando-a utilizável em todos os equipamentos elétricos);
3. A energia é distribuída para a unidade consumidora (residência ou empresa) alimentando todo o sistema elétrico;
4. Essa energia é consumida instantaneamente pelos equipamentos que estiverem ligados;
5. O excesso de energia é enviado para a rede da distribuidora e é contabilizada no medidor bidirecional como créditos.

Fonte: Portal Solar.
Utilização da Energia Renovável
Como descrito na etapa 4 do funcionamento do SFCR, a energia é disponibilizada instantaneamente ao sistema elétrico da Residência/Empresa, sendo consumida na hora pelas cargas que estejam ligadas, como geladeira, televisão, ventilador/ar condicionado, computadores, lâmpadas, e todo e qualquer equipamento que esteja ligado à tomada.
Quando a energia gerada for maior que a energia consumida, o excedente será enviado à rede da Equatorial AL e registrado pelo medidor como geração, descrita na fatura de energia como Energia Reversa.
Relacionamento com a Equatorial AL
Após o ato da troca do medidor convencional por um medidor bidirecional pela Equatorial AL, a unidade consumidora (UC) entra no sistema de compensação de energia elétrica, sistema no qual a energia ativa injetada por uma UC com geração própria é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa dessa mesma UC, não sendo possível a venda da energia injetada na rede da distribuidora, e sim a compensação com o consumo dessa energia que foi “emprestada”.
É importante salientar que com o SFCR o valor da fatura nunca será zerado, pois mesmo que a unidade consumidora gere 100% da energia consumida ou até acumule créditos, ainda será cobrado pela distribuidora um valor sobre a disponibilidade da rede, variando de acordo com o tipo de ligação: trifásica paga o valor referente à 100 kwh, bifásica o valor referente à 50 kwh, e monofásica o valor referente à 30 kwh; acrescidos de um valor referente à contribuição de iluminação pública (COSIP).
Caso Real
É apresentado a seguir o caso da Fernanda, uma cliente da Meu Ambiente Engenharia e Consultoria, que instalou um sistema em sua residência na cidade de Maceió para uma geração média anual de 1.200 kwh por mês.


No fim da imagem grifado de vermelho está a energia consumida medida e grifado de azul a energia injetada medida.
Indicada pelo n° 1 está a taxa de disponibilidade referente à ligação trifásica.
Indicado pelo n° 2 está a contribuição de iluminação pública.
E indicado pelo n° 3 está o crédito energético.
No período do ciclo da fatura do mês de Outubro, a energia gerada pelo seu sistema fotovoltaico foi de 1525kwh, segundo dados registrados pelo monitoramento do inversor solar. O consumo medido pela Equatorial AL foi de 846 kwh. E acumulou como crédito energético 401 kwh.
Fazendo uma simples subtração entre a energia gerada e o consumo medido (1525 – 846) tem-se um saldo de 679 kwh, então por que o crédito energético foi de apenas 401 kwh? Para onde foram os 278 kwh que estão faltando?
Esse é um questionamento comum, mas de simples explicação.
Como dito anteriormente no passo 4 do Funcionamento do SFCR, a energia gerada é disponibilizada para o quadro de energia, e consumida instantaneamente pelos equipamentos que estiverem ligados na tomada, foi o que aconteceu nesse caso, 18 % da energia gerada foi consumida instantaneamente, antes que fosse registrada como crédito no medidor bidirecional.
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